A VILÃ (2017) | REVIEW

Criada e treinada como uma arma mortífera pela máfia coreana, Sook-hee (Ok-bin Kim, de SEDE DE SANGUE) mergulha numa espiral de violência, vingança e autodestruição depois que seu pai e seu marido são executados por criminosos rivais. Presa pela polícia, Sook-hee é recrutada por uma agência de inteligência, com a promessa de que será totalmente livre depois de dez anos de serviço. Instalada em um condomínio com uma identidade falsa, Sook-hee passa os próximos dez anos se revezando como atriz de teatro, mãe solteira de uma menininha e agente secreta. Depois de uma missão fracassada, Sook-hee descobre uma série de mentiras e traições que vai reconectá-la com seu sórdido passado.

Filmaço. Dirigido por Byung-gil Jung  (CONFISSÕES DE ASSASSINATO), A VILÃ é um fantástico thriller de vingança com espetaculares sequências de ação coreografada e violência estilizada, colocando esse filme no mesmo nível de THE RAID – OPERAÇÃO INVASÃO.

O filme já abre um longo plano-sequência filmado com câmera subjetiva em que a protagonista mata diversos oponentes nos corredores de um prédio utilizando diversos tipos de armas ou em luta corpo a corpo. Outra cena f#$%#@ e insana, que deve ter exigido muito ensaio, é uma luta de espadas durante uma perseguição de moto no meio de um intenso tráfego de veículos. A luta final encenada dentro de um ônibus em movimento também é de cair o queixo e rivaliza com outra semelhante do ótimo VINGANÇA ENTRE ASSASSINOS, produção americana estrelada por Kelly Hu e Ving Rhames.

Muitos vão notar várias semelhanças entre o enredo de A VILÃ e NIKITA – PROGRAMADA PARA MATAR, clássico de ação dirigido nos anos 90 por Luc Besson, que ganhou uma refilmagem americana e duas séries de TV. Mesmo assim, A VILÃ ganha pontos por sua densidade dramática. Com a narrativa entrecortada por vários flashbacks que contam o passado da protagonista, há uma trágica história de uma mulher que foi – e que continua sendo – traída e abusada por quase todas as pessoas com quem se envolveu. Vale destacar aqui o ótimo trabalho do elenco, em especial de Ok-bin Kim, que deve virar uma grande estrela depois desse filme.

Em relação a produção, o filme ganha pontos pelo excelente trabalho de fotografia, edição e cinematografia. A VILÃ foi merecidamente indicado para cinco prêmios em diversos festivais e foi exibido fora da competição no Festival de Cannes.

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