REVIEW: AMERICAN NINJA 5 – O PEQUENO NINJA (American Ninja 5)

Ufa! Finalmente chegamos ao quinto e último filme da série AMERICAN NINJA! Já não aguentava mais escrever sobre sujeitos de pijama levando cacetada. Até porque depois do segundo filme, o nível da franquia cai absurdamente, com exceção do quarto capítulo, que ainda possui alguma graça, especialmente com o retorno de Michael Dudikoff (que não faz parte deste aqui, infelizmente).

Mas vamos lá. AMERICAN NINJA 5 possui duas peculiaridades principais:

a) É o único filme da série que não possui qualquer ligação direta com os demais episódios;

b) É o pior filme da série.

A questão “a” implica que agora tenhamos um novo protagonista. Ou seja, um outro americano que, por um acaso, possui conhecimento ninjitsu. Portanto, David Bradley não repete seu personagem, Sean Davidson, mas agora é um tal de Joe Kastle que o filme não faz muita questão de explicar suas origens, sua personalidade, mas acaba não fazendo muita diferença, já que versatilidade não está no repertório do ator em questão. É o Bradley… Ele poderia fazer Hamlet ou o Conde Drácula que seu desempenho seria praticamente o mesmo.

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David Bradley se esforçando para demonstrar uma expressão de regozijo.

A maneira como seu personagem entra na aventura, por exemplo, é simplesmente ridícula. Sabemos que Kastle mora num barco e treina karatê… e é só. Então, o Pat Morita, eterno Sr. Miyagi, que havia sido seu mestre ninja, lhe pede para cuidar de seu sobrinho durante um período de férias. Kastle também tem um encontro meio romântico marcado com uma garota que também possui um barco. Bem maior que o dele, aliás. Como os roteiristas deveriam estar passando por um periodo de bloqueio criativo, calhou da moça ser a filha de um cientista que precisa de uma motivação a mais para construir uma arma secreta para o vilão do filme. O sujeito não quer construir tal coisa, portanto, essa motivação acaba sendo o sequestro da sua filha. E, vejam só, que sorte, o sequestro acontece bem no meio do encontro com o protagonista!

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Bradley e o moleque precisam agora resgatar a moça. Isso consiste em entrar escondido no avião que a moça está sendo levada – novamente para um país subdesenvolvido qualquer – lutar contra vários ninjas de roupa colorida, ensinar o moleque o caminho da arte ninjitsu, enfrentar o James Lew vestido de M. Bison e salvar o dia!

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À primeira vista, pela descrição acima, AMERICAN NINJA 5 não parece corresponder tanto a questão “b”, a de ser um exemplar tão ruim. Já comentei filmes que parecem bem piores, mas que acabam divertindo exatamente pelo grau de ruindade. O que acontece aqui é a presença do então ator mirim Lee Reyes, o tal garoto que o Bradley precisa ficar de olho, mas que acaba entrando na aventura. O moleque é um pé no saco! Não tem carisma, não tem química com o herói, não serve de alívio cômico, só prestou mesmo para me irritar profundamente.

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E é o FILME INTEIRO o moleque enchendo a paciência. A gota d’água foi a sequência que Bradley decide interromper a missão de salvar a moça e o cientista, que poderiam morrer a qualquer momento, para ensinar o moleque a lutar. O pior é que logo na cena seguinte, o puto já está lutando como um verdadeiro mestre e enfrenta vários capangas ao mesmo tempo! Sinto muito, mas é ridículo até para os meus padrões.

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