Dissecando FLORENTINE – Parte 4: BRIDGE OF DRAGONS (1999)

Quando me deparei com BRIDGE OF DRAGONS, achei que seria um filme de guerra comum. Desses com soldados americanos contra soldados japoneses (ou coreanos, ou sei lá). O elenco é encabeçado por Dolph Lundgren, temos o grande Cary-Hiroyuki Tagawa, e no meio de uma guerra poderiam cair na porrada, como fizeram em MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS… É claro que os dois se enfrentam aqui, só que o filme é totalmente diferente do que eu imaginava. É Isaac Florentine sempre nos surpreendendo ao ambientar seus filmes de ação e artes marciais em cenários exóticos e épocas atípicas, como desertos (DESERT KICKBOXER), velho oeste americano (SAVAGE) e futuro pós-apocalíptico (FAREWELL TERMINATOR). A exceção é HIGH VOLTAGE, seu trabalho anterior, que é bem comum nesse ponto e acabou sendo também o seu trabalho mais fraco.

BRIDGE OF DRAGONS é cheio de elementos que o identificam como uma espécie de conto de fadas para adultos… e de ação! Transcorre num futuro indefinido, onde temos armas modernas nas mãos dos soldados, helicópteros, tanques e veículos tecnológicos, mas ao mesmo tempo os rebeldes da história andam à cavalo, usam roupas medievais… A trama envolve uma princesa que vai se casar contra a sua vontade com um general malvado (Cary-Hiroyuki Tagawa), cujo uniforme lembra algo meio nazista, seus veículos possuem o número 666, e por aí vai…

Dolph Lundgren, sempre carismático, é o lider de um esquadrão de elite que trabalha para o general, altamente treinado para ser o grande badass do pedaço! Acontece que durante o tal casamento, a princesa abandona o altar e foge para o meio do mato. O general, puto da vida, envia seu melhor soldado (Dolph) atrás dela. Só que depois de uns acontecimentos, algo inevitável – e clichezão – não deixaria de acontecer: Dolph e a princezinha se apaixonam. E aí que o bicho pega!

BRIDGE OF DRAGONS está longe de ser uma obra-prima dos filmes de ação, mas a pretensão também não parece ser essa. O filme diverte facilmente qualquer fã de b movies do gênero, até porque Florentine já estava mais seguro por aqui nas sequências de ação, que já começam a criar uma certa nostalgia, remetendo àquelas tranqueiras de baixo orçamento dos anos 80, pós-RAMBO, com explosões de merda que fazem os dublês darem saltos mortais em câmera lenta dignos de medalha de ouro. E tiroteios onde o herói, em campo aberto, não leva bala nem raspão, mesmo rodeado por um exército com metralhadoras!

As cenas de pacadaria por aqui são excelentes. O velho Dolph tem uns movimentos bacanas e a direção do Florentine contribui bastante. Só o aguardado confronto final entre Lundgren e Tagawa é que desaponta um pouco. Esperava algo grandioso por toda expectativa que o filme cria e pelo histórico dos dois atores, por já terem se enfrentado antes no clássico MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS. Mas dá pro gasto. Vale a conferida de qualquer forma.

BRIDGE OF DRAGONS recebeu o título de PASSAGEM PARA O INFERNO no Brasil.

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1 Comentário

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  • Acho que esse filme passou na Bandeirantes já faz muito tempo, eu assisti esse filme lembra um pouco os filmes da decada de 80 e como sempre Cary – Hiroyuki Tagawa rouba o filme como sempre .