FORÇA T – O ESQUADRÃO DE AÇO (1994) | REVIEW

Considerada por muitos como a legítima sucessora da extinta Cannon Group, a produtora independente PM Entertainment Group Inc foi criada em 1989 pelos sócios Josephi Mehri, um empresário do ramo de gastronomia de Las Vegas, e Richard Pepin. A especialidade da PM eram filmes de ação de baixo orçamento lançados direto para home vídeo. Sem grana para contratar grandes astros, as fitas da PM eram estreladas por atores do segundo e terceiro escalão de Hollywood e astros decadentes. Entre as principais estrelas da PM, figuravam nomes como Lorenzo Lamas, Jeff Wincott, Don “The Dragon” Wilson, Gary Daniels, Robert Patrick, Sam Jones, Joe Lara, Roy Scheider, Pam Grier, Frank Zagarino, C. Thomas Howell, a ex-atriz pornô Traci Lords, a modelo Anna Nicole Smith, etc. Os filmes da PM Entertainment fizeram a alegria dos fãs do cinema-macho nos anos 90, durante o auge das vídeo locadoras ou quando eram exibidos na tevê (Muitos filmes dessa produtora foram exibidos no Brasil na sessão “Força Total”, da Rede Bandeirantes e alguns chegaram a passar até na Globo). Até encerrar as atividades em 2000, a PM Entertainment produziu 150 filmes e duas séries de TV, incluindo FORÇA T- O ESQUADRÃO DE AÇO, que foi dirigido e produzido pelo próprio Richard Pepin.

Em um futuro próximo, quando a inteligência artificial já é uma realidade e robôs estão inseridos em todos os setores da sociedade humana, um esquadrão de elite da polícia de Los Angeles formada por sofisticados androides, conhecida como Terminal Force, provoca a morte de vários inocentes durante uma situação com reféns, ao decidir que a proteção de civis entrava em conflito com sua principal diretriz, a captura ou eliminação dos criminosos. Com a péssima repercussão pública, as autoridades ordenam a o fim da Força-T e que seus integrantes sejam desmantelados. Decidindo que tem tanto direito a vida quanto qualquer humano, os membros da Força-T se rebelam e orquestram uma série de atentados contra os que ordenaram sua destruição. Cabe ao implacável tenente do LAPD, Jack Floyd (Jack Scalia, mais conhecido pelas séries DALLAS e REMINGTON STEELE), deter as máquinas assassinas com a ajuda do único membro da Força-T que se manteve fiel ao juramento de proteger e servir.

Se for analisado a sério, FORÇA T- O ESQUADRÃO DE AÇO é um lixo. O roteiro é terrível, a produção é indigente e a maioria das atuações é digna de um filme pornô. O enredo de FORÇA T copia descaradamente elementos de grandes sucessos do cinema como DURO DE MATAR, O EXTERMINADOR DO FUTURO, ROBOCOP, BLADE RUNNER, MAD MAX e MISSÃO ALIEN.. Há duas cenas dramáticas nesse filme que merecem menção pela inépcia de todos os envolvidos que, ao invés de criar empatia com o espectador, acabam gerando risos ou constrangimento. A primeira é um “debate” sobre as leis da robótica que mais parece birra de uma dupla de moleques, envolvendo o sensível androide Cain (o ator de filmes eróticos Bobby Johnston) e Adam (Evan Lurie, de DUPLO IMPACTO), o corrupto e narcisista líder da Terminal Force. A segunda é um diálogo entre Adam e a androide Mandragora (Jennifer MacDonald) sobre reprodução humana que culmina em uma cena gratuita de nudez parcial.

Mas o que realmente importava nas produções da PM não era o roteiro ou as atuações, e sim a ação. E aqui há ação de montão com direito a várias cenas de tiroteio, perseguição de carros e lutas marciais. E é tudo feito à moda antiga, sem edição esquizofrênica e takes rápidos como o é feito no cinema de ação atual por diretores que parecem ter alguma coisa contra um bom plano-sequência. Em FORÇA T- O ESQUADRÃO DE AÇO, a ação é bem coreografada, bem enquadrada, utilizando câmera fixa, efeitos práticos e dublês. Pra quem busca diversão descompromissada, não vai ficar decepcionado com esse filme.

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