FUGA MORTAL (Joshua Tree, 1993) | REVIEW

Santee (Dolph Lundgren) é um criminoso que faz parte de uma quadrilha de ladrões de carros exóticos. Por causa de um descuido, Santee é marcado para morrer pelo seu chefe e mentor, o corrupto detetive da polícia de Los Angeles Frank Severence (George Segal, indicado ao Oscar em 1966 por QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOOLF?), num típico processo de queima de arquivo. Sabendo que será executado na prisão, Santee realiza um ousado plano de fuga e sequestra a jovem e bela Rita Marek (a atriz de novelas Kristian Alfonso), sem desconfiar que ela é uma delegada. Com a polícia e os bandidos em seu encalço, Santee tem em mente dois únicos objetivos: receber o que lhe é devido por seus antigos comparsas e se vingar de Severence.

Dirigido por Vic Armstrong, FUGA MORTAL é uma refilmagem de SEU ÚLTIMO REFÚGIO, filme policial de 1941 estrelado por Humphey Bogart e Ida Lupino. Armstrong tem uma longa e premiada carreira em Hollywood como dublê e FUGA MORTAL foi sua primeira experiência como diretor de longas-metragens, depois de debutar atrás das câmeras em alguns episódios da série O JOVEM INDIANA JONES. E o moço não fez feio. Graças a sua experiência como dublê, Armstrong sabe como ninguém como filmar cenas grandiosas de ação.

Em relação a ação, FUGA MORTAL tem cenas eletrizantes de perseguição nos desertos da Califórnia envolvendo carros possantes e as sequências de luta são bem coreografadas. O destaque fica por conta de um tiroteio em um armazém que copia a violência estilizada das fitas de ação de Hong Kong. FUGA MORTAL foi meu primeiro contato com o gênero Heroic Bloodshed antes de se popularizar nos anos 90 graças aos filmes de John Woo. Ironicamente, o próprio Woo é fã de Vic Armstrong.

Quanto ao elenco, Dolph Lundgren está bem no papel de anti-herói, apesar das suas óbvias limitações dramáticas; Kristian Alfonso é lindíssima e a câmera safada de Armstrong faz questão de destacar as curvas da moça. Como curiosidade bizarra,a atriz pornô Crystal Breeze foi dublê de corpo de Alfonso nas cenas em que ela aparece nua; a química entre os atores George Segal e Beua Starr é outro destaque. As cenas em que eles aparecem se provocando são bem engraçadas.

FUGA MORTAL saiu no Brasil com dois cortes: o que foi exibido no cinema tinha a cena de luta entre Lundgreen, Segal e Starr com uma duração mais curta e uma cena final em que os personagens Santee e Rita se reencontram na casa do pai dele. Já a que saiu em vídeo tinha a cena de luta com duração mais longa e com os créditos finais subindo logo depois da prisão de Santee.

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