GARRAS DE TIGRE (Tiger Claws, 1991) | REVIEW

Uma série de assassinatos envolvendo lutadores está sendo investigada pela polícia. Linda Masterson fica encarregada do caso, mas é obrigada a trabalhar junto de Tarek Richards, um policial expert em artes marciais. Logo ele descobre que o assassino usa o mais letal dos estilos de luta, “Garra de tigre”. Juntos eles iniciam uma caçada perigosa pelo submundo das ruas onde qualquer lutador experiente pode ser o principal suspeito.

Clássico da saudosa sessão Força Total da Bandeirantes, GARRAS DE TIGRE marcou a infância deste que vos
escreve, não apenas em suas várias reprises na TV, como também em seu lançamento em VHS pela Top Tape, cujo anúncio era veiculado ao extremo nos intervalos da Manchete. Jalal Merhi (que também é o produtor do filme) é Tarek, o protagonista que segue a cartilha dos personagens de filmes B de ação e que você já viu em milhares de outras produções do gênero. Um policial que teve seu casamento arruinado, ele quer acima de tudo limpar seu nome e, claro, está suspenso por arruinar uma investigação agindo a seu modo.

A musa da Força Total, Cynthia Rothrock é Linda (sim, é linda mesmo não apenas no nome), uma obstinada detetive que cansada de ser enviada apenas para casos em que precisa se fantasiar de prostituta resolve se mudar para a divisão de homicídios e de cara recebe o caso do “negociante da morte”, o assassino de lutadores. A contragosto (de ambos), Linda é obrigada a trabalhar com Tarek nessa investigação, nos levando a mais um clichê na nossa cartilha já mencionada. De início os dois não se suportam, mas obviamente se tornam inseparáveis.

Tarek, além de expert em artes marciais, também possui um poder de adivinhação acima do normal, pois a maioria das pistas que descobre é de maneira quase sobrenatural. Com o avanço das investigações, Tarek e Linda descobrem uma pequena escola bastante escondida que ensina o estilo do tigre e acreditam que o assassino pode ser um dos alunos.

Bolo Yeung é Chong, o responsável pelas pinturas nas paredes na escola de tigre e também o assassino que Linda e Tarek estão à procura. Não é spoiler, pois no próprio trailer do filme já deixa bem claro isso. Chong percebe imediatamente que a presença de Tarek é bem suspeita e o confronto final entre os dois é inevitável.

GARRAS DE TIGRE foi produzido em 1991 e lançado nos cinemas em 1992. Dirigido por Kelly Makin, foi seu primeiro trabalho em cinema depois de ter realizado a série de TV MATERIAL WORLD em 1990. Também dirigiu as comédias HERÓIS POR ACASO de 1995, estrelado por Matt Frewer e MICKEY OLHOS AZUIS com Hugh Grant. Após isso, se especializou novamente em produções para a TV e seu trabalho mais recente é para a série PRIVATE EYES de 2017.

Para os fãs de filmes de ação e artes marciais, GARRAS DE TIGRE entrega boas sequências de lutas, coreografadas pelo próprio Jalal Merhi. Rendeu duas continuações inferiores e também estreladas por Jalal Merhi e Cynthia Rothrock, sendo a primeira de 1996 ainda assistível, mas sem a direção de Kelly Makin. Já o terceiro filme da franquia, lançado em 2000 é uma bobagem completa, veja por sua conta e risco. Nenhum dos três filmes recebeu lançamento em DVD no Brasil até o momento.

GARRAS DE TIGRE pode não ter um roteiro dos mais originais, (o enredo foi inclusive parcialmente reaproveitado em LUA SANGRENTA, estrelado por Gary Daniels) e é repleto de furos e conveniências das mais absurdas, mas é diversão mais do que garantida.

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