DEZ GRANDES FILMES DE AÇÃO DE 2017

O ano que acabou recentemente vai deixar saudade pelo menos em uma coisa: a safra de filmes de ação foi excelente, bem acima da média, ao menos em quantidade. Resolvi fazer esta lista, descompromissada e pessoal (não falo em nome dos outros membros do Action News), com dez exemplares que mais se destacaram em 2017 nas minhas sessões. Mas poderia fazer uma relação com 20, 30 filmes ou mais… Enfim, coloquei em ordem alfabética. Vamos lá:

ATOMIC BLONDE, de David Leitch
O trailer meio que anunciava um JOHN WICK de saias, até porque o diretor David Leitch foi um dos responsáveis pelo filme estrelado por Keanu Reeves. Quem assistiu esperando algo assim, “quebrou a cara” e saiu decepcionado. Acabou se deparando com uma trama de espionagem intrincada, até confusa, e com excesso de personagens, mas que no fim das contas não tem como não amar: ambientação, elementos visuais e trilha sonora dos anos 80, Charlize Theron em todo seu esplendor e ação de muita qualidade. Basta o plano sequência de uns dez minutos com Theron chutando e atirando em meliantes, para ficar apaixonado.

BABY DRIVER, de Edgar Wright
Meio tributo ao cinema de perseguição dos anos 70, meio filme de amor, uma possível obra-prima. EM RITMO DE FUGA é o tipo de experiência em ação que nos mostra que, aparentemente, o gênero está ganhando um novo e bem vindo fôlego. Recomendadíssimo!LEIA A REVIEW AQUI

BRAWL IN CELL BLOCK 99, de S. Craig Zahler
O filme confirma o escritor-diretor Craig S. Zahler como um dos grandes talentos do cinema americano atual, mas dificilmente chegará nas salas de cinema de shopping aqui no Brasil, especialmente em tempos de bunda-molice e o fantasma da censura rondando exibições de arte… Mas tudo bem, um filme como BRAWL IN CELL BLOCK 99 não merece mesmo um público como o nosso. A jornada moral de Bradley é uma experiência intensa que será reduzida como “cinema choque”, “violento demais”, e toda a reflexão imbuída e o que ela representa será ignorada.LEIA A REVIEW AQUI

THE FOREIGNER, de Martin Campbell
Um thriller político um tanto inflexível, mas muito robusto, em que o personagem de Pierce Bronsan é envolvido e que já seria suficientemente interessante. Mas aí, alguém teve a ideia de, gentilmente, deixar cair no meio disso tudo um filme de vingança estrelado pelo Jackie Chan. O resultado é um dos grandes filmes de ação de 2017. Quase todo mundo esquece da existência do diretor Martin Campbell, mas o sujeito ainda é um dos melhores nomes do cinema de ação das últimas décadas; A ação tem classe, as lutas são rápidas, claras e brutais, do jeito que tem que ser. Filmaço!

THE HITMAN’S BODYGUARD, de Patrick Hughes
É o típico filme de ação trivial, mais batido que bengala de cego, trabalhando dentro de uma fórmula tão usada, mas tão usada, que é impossível enumerar os clichês. Mas nada disso importa muito, porque o novo trabalho de Patrick Hughes (OS MERCENÁRIOS 3), estrelado pela improvável dupla Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, é simplesmente um dos filmes de ação mais divertidos do ano!LEIA A REVIEW AQUI

THE HUNTER’S PRAYER, de Jonathan Mostow
Há vários tiroteios no decorrer da trama e algumas cenas de combate corpo a corpo também, embora não sejam tão espetaculares. Mas tudo é filmado de forma seca, sem muita frescura. É só não esperar um novo JOHN WICK que dá pra se divertir tranquilo.LEIA A REVIEW AQUI

JOHN WICK: CHAPTER 2, de Chad Stahelski
Wick não luta como Neo. Ele usa socos, chutes baixos, torções e técnicas de judô e jiu jitsu. Reeves notoriamente não é um lutador, mas a coreografia e a edição o favorecem. Se ele nunca pôde ser o Jet Li, pelo menos um Jimmy Wang Yu ele consegue ser com esmero. Planos de corpo inteiro, poucos cortes, muito tempo ensaiando, técnicas de queda aplicadas em cima do concreto. Cinema mais físico, improvável. Definitivamente não tem uma cena de ação que não seja no mínimo muito boaLEIA A REVIEW AQUI

STAR WARS: THE LAST JEDI, de Ryan Johnson
Mesmo que THE LAST JEDI fosse apenas um dedo médio gigante para essa cultura do fanboy, eu já teria adorado. Mas o filme é muito mais, um filme que limpa todos os detritos que foram se acumulando durante os mais de 40 anos de Star Wars e celebra de maneira formidável tudo o que o torna a saga especial. É a primeira vez que dá pra sentir que estamos diante de um universo de possibilidades ilimitadas. E para deixar tudo ainda melhor, o que não falta por aqui são sequências de ação incríveis. Ah, esses fanboys mimizentos…

SPL III: PARADOX, de Wilson Yip
Aos 45 minutos do segundo tempo, meteram um SPL no título e PARADOX acabou virando o terceiro capítulo de uma série que começou lá em 2005. Uma trilogia que, apesar de não ter nenhuma ligação narrativa entre si, os filmes possuem em comum um peso melodramático que integra a lógica definidora das ações dos personagens. Wilson Yip retorna à direção e temos Sammo Hung responsável pela coreografia da pancadaria. Mesmo sendo inferior aos seus antecessores, não tem como não curtir o espetáculo de ação que essa dupla apronta.

VELOZES E FURIOSOS 8, de F. Gary Gray
A coisa chegou num ponto que você poderia enviar Dom e sua “família” para o espaço sideral que provavelmente a coisa funcionaria. Mesmo para quem começou, lá no primeiro filme, roubando DVD players de caminhão de transportadora…LEIA A REVIEW AQUI

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