JUSTIÇA EXTREMA (Extreme Justice, 1993) | REVIEW

Jeff Powers (Lou Diamond Phillips, de CORAGEM SOB FOGO) é um problemático detetive da polícia de Los Angeles, que é convidado por um ex-parceiro, Dan Vaughn (Scott Glenn, da série DEMOLIDOR), para integrar uma unidade de elite chamada Special Investigation Section, cujas táticas são quase totalmente diferentes da polícia convencional. O S.I.S. investiga só os piores criminosos usando uma sofisticada rede de vigilância; resolve um caso por vez; não presta satisfações a sociedade; e não hesita em usar força letal.

Ao presenciar a brutalidade com que resolve suas diversas missões, logo fica claro para Powers que Vaughn e os outros membros do S.I.S. deixam crimes acontecerem pra legitimar a execução de criminosos, plantando provas quando necessário, com a velha desculpa que os fins justificam os meios. Dividido pela lealdade aos seus colegas de distintivo e seu senso de moralidade, Jeff tem que decidir se denuncia ou não o S.I.S., mesmo que isso possa colocar sua carreira e sua vida em risco.

Dirigido por Mark. L. Lester, JUSTIÇA EXTREMA não deve decepcionar os fãs de filmes ação, já que garante sequências de tirar o fôlego envolvendo tiroteios com armas pesadas, perseguições em alta velocidade e pancadaria, seguindo a cartilha do cinema brucutu dos anos 80 que consagrou o diretor com o filmaço COMANDO PARA MATAR. Lester imprime ritmo e brutalidade nas cenas de ação, que são muito bem coreografadas e se beneficiam com uma montagem ágil e um bom trabalho dos dublês. Além da presença de Lou Diamond Phillips e Scott Glenn, o elenco conta com a presença de Chelsea Field, Yaphet Kotto, Andrew Divoff e Ed Lauter. Apesar de eficiente, o roteiro escrito a quatro mãos é bem simples, com direito a todos os clichês do gênero.

Filmes sobre esquadrões da morte geralmente rendem uma boa reflexão sobre os limites da justiça e o extermínio como um instrumento perverso para “higienizar” a sociedade. Como o detestável personagem interpretado por Scott Glenn explica aos gritos no final do filme: “Ninguém se importa. A população quer a escória fora das ruas. Ninguém liga em como isso é feito.” A própria polícia de Los Angeles tem um longo histórico de brutalidade e racismo desde a sua criação na segunda metade do século 19, principalmente nos bairros mais pobres cuja população é formada majoritariamente por negros.

Quando JUSTIÇA EXTREMA foi lançado, as autoridades de Los Angeles defenderam publicamente o S.I.S. e repudiaram o filme. Mesmo na página do filme no IMDB, há uma intensa polarização nos comentários entre liberais que pregam o respeito aos direitos humanos e conservadores que defendem a política “bandido bom é bandido morto” .

JUSTIÇA EXTREMA foi lançado no Brasil em DVD pela Crazy Turkey nas bancas de jornais, encartado junto com uma revista.

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1 Comentário

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  • Boa noite. Caro amigo, a frase correta é: OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS, de Nicolau Maquiavel. E não como você escreveu. Muito obrigado pela atenção e um forte abraço.