MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS (1991) | REVIEW

Uma gangue Yakuza liderada pelo perverso Yoshida (Cary-Hiroyuki Tagawa, de A ARMA PERFEITA), chega a Los Angeles com o intuito de dominar o submundo local. Não demora muito para que as atividades do perigoso mafioso chame a atenção de dois obstinados detetives do LAPD que atuam no bairro Little Tokyo, Chris Kenner (Dolph Lundgren, de SOLDADO UNIVERSAL) e Johnny Murata (Brandon Lee de SEDE DE VINGANÇA), que passam a atrapalhar os planos de expansão da temível máfia japonesa.

Dirigido por Mark L. Lester, MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS segue as principais tendências que marcaram o cinema de ação e policial dos anos 80. Nessa época, tramas sobre duplas de policiais ou estrelados por caras fortões agindo como um exército de um homem só ficaram bem populares devido ao sucesso de filmes como 48 HORAS, MÁQUINA MORTÍFERA, RAMBO – PROGRAMADO PARA MATAR e COMANDO PARA MATAR (este último dirigido pelo próprio Lester).

Seguindo a linha dos buddy cop movies, os protagonista de MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS são dois policiais com personalidades bem distintas. O personagem de Lundgren foi criado no Japão e segue o rígido código de honra dos samurais enquanto o de Brandon Lee é um garotão de classe média viciado em adrenalina. A certa altura do filme, há um diálogo hilário sugerindo que o personagem de Lee é bissexual, mas isso nunca chega a ser desenvolvido.

Como exemplar do cinema-brucutu dos anos 90, Mark L. Lester entrega um filme tão exagerado que chega a beirar a comédia involuntária. São armas com munição eterna, gente se protegendo de rajadas de metralhadora atrás de uma mesa de madeira, um gordinho leva uma mangueira de alta pressão no meio da boca, um infeliz tem o saco esmagado através de uma porta, etc. Em relação as sequências de luta, Brandon Lee é mais favorecido nas coreografias por causa do seu estilo ágil e elegante que funde Kung-Fu, Jeet Kune Do e Muay Thai, enquanto Lundgren mais parece um brutamontes em cena, apesar de ser mestre em Karatê Kyokushin e de já ter lutado profissionalmente.

A produção desse filme foi bem desleixada, deixando passar diversos furos que se tornam bem evidentes pra qualquer espectador mais atento. A trama é linear e sem qualquer complexidade narrativa. No final das contas, temos um filme que tem valor apenas como entretenimento ligeiro.

Em 1991, Dolph Lundgren e Brandon Lee estavam tentando uma vaga como os novos astros de filmes de ação de Hollywood. Lundgren já tinha no currículo, O ESCORPIÃO VERMELHO, O JUSTICEIRO e O GRANDE ANJO NEGRO, filmes que fizeram mais sucesso em home vídeo do que no cinema. MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS foi o segundo trabalho de Brandon para Warner Bros. depois de um telefilme baseado na série “Kung-Fu”, estrelado por David Carradine. Um ano depois ele estreou o bom RAJADA DE FOGO, produção da Fox, dessa vez como protagonista. Infelizmente, Lee faleceu em 1994 durante a filmagem de O CORVO, filme de super-herói com toques sobrenaturais baseado nos quadrinhos de James O`Barr, vítima de um acidente.

Em MASSACRE NO BAIRRO JAPONÊS, vale destacar ainda a presença da gostosa Tia Carrera (TRUE LIES) e de figurinhas carimbadas que eram presença garantida em filmes de ação da época como Al Leong (DURO DE MATAR), Phillip Tan (BATMAN) e Toshishiro Obata (O DEMOLIDOR).

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