Os 10 melhores filmes de ação do século XXI

Uma seleção especialíssima feita pelos colaboradores do Action News elegeu os 10 MELHORES FILMES DE AÇÃO DO SÉCULO XXI até o momento.

O resultado prova que, embora o nível geral do cinema de ação tenha caído de qualidade ao longo dos anos – em comparação com a classe dos filmes dos anos 70, ou do cinema brucutu da década de 80, ou do exagero dos anos 90 – o gênero continua a produzir alguns exemplares de muita virtude e ação de qualidade ainda nos nossos dias.

Quais seriam esses filmes? Há um bocado de coisa boa por aí, mas por onde começar? Foi com o intuito de dar uma direção a qualquer interessado em descobrir novas produções realmente essenciais e imperdíveis do gênero que fizemos essa lista. E de acordo com a nossa redação, os 10 MELHORES FILMES DE AÇÃO DO SÉCULO XXI são esses aí:

10. COLATERAL (Collateral, 2004), de Michael Mann

SINOPSE: Um taxista sonhador (Jamie Foxx) percebe que seu passageiro é um matador de aluguel (Tom Cruise) forçando-o a dirigir por por uma looonga noite em diferentes locais de Los Angeles até que todos os seus alvos, testemunhas de um crime, estejam mortos. Só que o taxista toma coragem e resolve atrapalhar um bocado os planos do assassino.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? Além de ter uma puta trama tensa e ótimas cenas de ação, que seguram o espectador do início ao fim, temos um tom Cruise inspirado, em uma das suas performances mais ousadas e diferentes encarnando pela primeira vez um vilão, o letal assassino badass que toca o terror em quem se coloca em seu caminho. Além disso, é um dos trabalhos visuais mais impressionantes do direito Michael Mann. Nunca a noite de Los Angeles foi tão sublime.

SEQUÊNCIA MARCANTE: Existem aos montes por aqui. O tiroteio na boate é um primor, mas gosto especialmente do assassinato do jazzista, toda a conversa descontraída que faria Tarantino ficar com inveja, até que Tom Cruise mete uma bala na cabeça do sujeito. Lindo.

09. APOCALYPTO (2006), de Mel Gibson

SINOPSE: Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila até que os governantes de um império maia em declínio acreditam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? Grande parte do filme é uma aventura formidável no estilo corra por sua vida, seguindo a tradição de clássicos como A PROVA DO LEÃO (The Naked Prey), de Cornel Wilde, ou até mesmo FIRST BLOOD, de Ted Kotcheff. O pacote ainda incluí cabeças decepadas, corações arrancados, animais selvagens, quedas d’água, areia movediça, dardos envenenados e sangue esguichando, tudo dirigido com a mão firme de Mel Gibson. Poucos diretores contemporâneos são capazes de criar espetáculos de tamanho impacto visual.

SEQUÊNCIA MARCANTE:  As cenas envolvendo centenas de pessoas em êxtase religioso coletivo durante os sacrifícios humanos realizados pelo alto sacerdote é de uma força sem igual.

08. SOLDADO UNIVERSAL – JUIZO FINAL (Universal Soldier – Day of Reckoning, 2012), de John Hyams

SINOPSE: John (Scott Adkins) foi brutalmente atacado por Luc Deveraux (Jean-Claude Van Damme), que matou sua esposa e sua filha na frente dele. Após longos meses em coma, ele desperta com poucas recordações, mas com o objetivo de encontrar Deveraux em busca de vingança e descobre seus planos macabros para a humanidade.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? É cinema de porrada como contribuição artística. Bizarro, totalmente maluco, com uma estranheza narrativa que não agradou a todos. Mas é uma viagem fascinante o que Hyams propõe, um mergulho surreal ao universo dos Soldados Universais, que em determinados momentos parecem dirigidos por um Gaspar Noé (IRREVERSÍVEL) ou Nicolas Winding Refn (Drive), com visuais carregados, luzes piscando e a trilha eletrônica bombando. Isso tudo sem deixar de ser um baita filme de ação e pancadaria completamente surtado e violentíssimo, que na época apelidamos carinhosamente de um autêntico exemplar de “porrada arthouse”!

SEQUÊNCIA MARCANTE: Destacamos duas, a luta entre Scott Adkins e Andrei Arlovski numa loja de material esportivo permanece como uma das mais fortes, brutais e bem coreografadas do cinema ocidental desse período. E o plano sequência onde Adkins desfila nos subterrâneos da base inimiga distribuindo golpes, tiros e granadas num balé de violência impossível de tirar os olhos.

07. EXILADOS (Exiled, 2006), de johnnie To

SINOPSE: Quatro homens e uma missão: matar um antigo companheiro de crime. Blaze e Fat recebem a tarefa de acabar com a vida de Wo, que voltou recentemente para Macau em busca de uma vida tranquila ao lado da mulher e do filho pequeno. Mas no caminho deles estão Tai e Cat, que não deixarão que o amigo seja morto de graça. No fim das contas, todos chegam no acordo de não matar Wo, mas agora terão de enfrentar uma organização criminosa que não vai deixar barato a desobediência.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? A principal inspiração para Johnnie To em EXILADOS foi ninguém menos que Sergio Leone e ele faz aqui um autêntico spaghetti western moderno em forma de crime movie chinês. O filme é o ápice da carreira deste veterano do cinema de Hong Kong que nos brinda com uma história minimalista, visual refinado de encher os olhos, personagens fascinantes e icônicos e alguns dos melhores tiroteios que o cinema produziu desde FOGO CONTRA FOGO (95), de Michael Mann.

SEQUÊNCIA MARCANTE: Quase todas as cenas de ação são espetaculares. Mas destacamos a primeira, no apartamento apertado de Wo, com todos os seus desdobramentos, e que dá o tom do filme e do que teremos pela frente em termos de ação. Impossível se decepcionar.

06. CAÇADO (Hunted, 2003), de William Friedkin

SINOPSE: Aaron Hallam (Benicio Del Toro) é uma máquina de matar descontrolada, um militar super-treinado que surta durante uma operação na Guerra da Bósnia e desaparece. Semanas depois, na fronteira dos EUA com o Canadá ele mata dois caçadores numa floresta. Para capturar Aaron, o FBI pede ajuda a L.T. Bonham (Tommy Lee Jones), aposentado instrutor militar que ensinou a Aaron tudo o que ele sabe.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? William Friedkin dirige com maestria e precisão cirúrgica essa “sequência” de perseguição de 94 minutos que é de tirar o fôlego e não perde muito tempo com amenidades. Ajuda muito também dois excelentes atores principais desempenhando dois grandes personagens. O trabalho tanto de Jones quanto de Del Toro são memoráveis.

SEQUÊNCIA MARCANTE: Os embates entre Jones contra Del Toro são os pontos máximos do filme. São duas baitas sequências de lutas corporais agressivas, cruas e que demonstram porque Friedkin é um dos grandes mestres da ação.

05. O GOSTO DA VINGANÇA (A Bittersweet Life, 2005), de Jee-Woon Kim

SINOPSE: Kim Sun-woo é o capanga de confiança de um chefe do crime, que o atribui a uma simples tarefa enquanto estiver ausente em uma viagem de negócios. Sun-Woo deve ficar de olho na jovem amante de seu chefe, Heesoo, a quem ele suspeita ter um caso com outro homem mais jovem. Caso esse fato se confirme, Sun-Woo deverá matar a ambos. No entanto, ao descobrir a traição, decide poupar a vida dos pombinhos… Em troca da sua.

POR QUE ESTÁ NA LISTA: Jee-Woon Kim é um diretor badass que ataca com uma história forte e realmente interessante de gangsters envolvendo amor, lealdade e vingança. E quando chega a hora do pau comer, somos apresentados a algumas das melhores cenas de ação da década passada!

SEQUÊNCIA MARCANTE: Não vale a pena revelar muito o contexto da cena, mas a fuga frenética e brutal de Sun-woo de um armazém abandonado abarrotado de meliantes é de causar arrepios até hoje.

04. 007 – CASSINO ROYALE (Casino Royale, 2006), de Martin Campbell

SINOPSE: A primeira missão de James Bond como agente 007 o leva a Le Chiffre (Mads Mikkelsen), o banqueiro de organizações terroristas espalhadas pelo planeta, que pretende conseguir dinheiro em um jogo de pôquer milionário em Montenegro, no Cassino Royale. O MI6 envia Bond para jogar contra Le Chiffre, sabendo que caso o bandido perca a partida isto desmontará sua organização.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? Após um período de altos e baixos com Pierce Brosnan no papel do famoso espião, James Bond ganhou uma atualizada como herói de ação do século XXI. Não que Daniel Craig tenha sido a escolha perfeita, ou que todos os filmes do espião 007 com ele sejam uma maravilha, mas pelo menos tivemos CASSINO ROYALE. O longa é um dos exemplares mais sombrios e realistas da série e mostra um Bond em uma de suas primeiras missões muito mais vulnerável, inexperiente e… humano, se comparado a outras versões do personagem. Bate saudade das acrobacias mentirosas de Roger Moore, mas nem por isso deixa de ser um dos grandes filmes de ação da década passada.

SEQUÊNCIA MARCANTE: Qualquer cena em que Bond e Le Chiffre estão à beira da mesa de pôquer, travando um duelo tão tenso quanto os tiroteios, brigas e perseguições que o agente secreto se mete.

03. OPERAÇÃO INVASÃO (The Raid: Redemption, 2011), de Gareth Evans

SINOPSE: Em Jacarta, na Indonésia, um Tenente da policia local organiza a invasão de um prédio que se tornou o porto seguro do poderoso e cruel traficante Tama. Para desmontar esse ninho do crime, um time da SWAT invade o local, mas acaba preso numa armadilha no sexto andar. Surpreendidos pela notícia que o tal tenente não informou seus superiores sobre a operação, os agentes resistem sozinhos e com munição limitada à horda de meliantes altamente armados com sede de sangue.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? É um belo exemplar de ação quase ininterrupta, que prende a atenção sem soar repetitivo em momento algum. A idéia de uma cena mais calma em THE RAID, por exemplo, é quando os policiais estão escondidos em algum ponto em que podem ser descobertos a qualquer instante, mantendo o suspense sempre ativo. São poucas as cenas que respiramos aliviados até que comece mais pancadaria. E quando o filme acaba você ainda fica olhando os créditos subirem, com a cabeça meio rodando e o corpo exausto, observando a quantidade de paramédicos que a produção utilizou para cuidar dos dublês…

SEQUÊNCIA MARCANTE: A luta final entre os personagens de Iko Uwais e Doni Alamsyah contra o casca-grossa Mad Dog, vivido por Yayan Ruhian. Uma das sequências de porrada mais brutais do século.

02.COMANDO FINAL (SPL: Sha Po Lang, 2005), de Wilson Yip

SINOPSE: Diagnosticado com tumor cerebral, o detetive Chan (Simon Yam) decide colocar o chefe de uma organização criminosa, Wong Po (Sammo Hung) atrás das grades a qualquer custo. Mesmo que seja preciso infringir a própria lei.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? Um dos principais motivos é o elenco. Simon Yam inicialmente é o provável e único protagonista da trama, que na verdade gira em torno de seu conflito psicológico e físico com o bandidão interpretado por ninguém menos que o grande Sammo Hung, outro velho de guerra do cinema de artes marciais demonstrando que a idade não o impediu de realizar magníficos movimentos durante as lutas. Mas eis que surge em cena Donnie Yen para roubar todas as atenções para si, especialmente quando está protagonizando cenas de porrada. Uma das melhores coisas é o tom de tragédia do filme, como na conclusão calamitosa, que pega o espectador de surpresa.

SEQUÊNCIA MARCANTE: A sequência que gostaríamos de destacar seria um puta spoiler, então vamos deixar pra lá. Recomendamos, no entanto, ficar de olho no confronto entre Yen com Jing Wu, que começava a se distinguir como astro do cinema de ação de Hong Kong.

01. MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA (Mad Max: Fury Road, 2015), de George Miller

SINOPSE: Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

POR QUE ESTÁ NA LISTA? ESTRADA DA FÚRIA é estruturado numa longa sequência de perseguição e permanece nesse estado de tensão e adrenalina até os últimos momentos de projeção. O que proporciona uma das experiências sensoriais e imersivas mais incríveis dos últimos anos. Imaginem os quinze minutos da perseguição final de MAD MAX 2 estendida por quase duas horas. O melhor de tudo é que Miller continua extremamente habilidoso na condução de um bom espetáculo de ação, filmado da maneira correta, à moda antiga, sem câmera tremida e de forma artesanal, com dublês se arriscando, veículos sendo estraçalhados e com o mínimo de efeitos especiais computadorizados. Pode até não ser a obra-prima que veio salvar o cinema de ação moderno, mas só pela energia deflagradora de uma narrativa movida à adrenalina já fica fácil colocá-lo na posição de melhor filme de ação do século XXI.

SEQUÊNCIA MARCANTE: Missão difícil escolher uma, mas ficamos com a perseguição que culmina na tempestade de areia, um dos espetáculos visuais mais impressionantes dos últimos anos.

 

Em breve, as listas individuais dos nossos colaboradores.

 

 

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