Dissecando FLORENTINE – Parte 13: NINJA 2 – A VINGANÇA (2013)

Em 2009, Isaac Florentine lançou um de seus melhores trabalhos, NINJA, que trouxe uma autêntica aura nostálgica para os fãs de cinema de ação classe B, homenageando especificamente os filmes de ninjas dos anos 80, como AMERICAN NINJA e ENTER THE NINJA. Quatro anos mais tarde, Florentine reuniu-se mais uma vez com o ator habitual, Scott Adkins (a sexta parceria entre eles) para uma continuação que segue ainda mais o espírito old school dos filmes de ação. Em NINJA 2 – A VINGANÇA é impossível não pensar na Cannon Films na sua fase mais vulgar, lançando produções sem dinheiro cujo roteiro não passava de fiapos, mas era impossível não sair satisfeito, com um sorriso estampado na cara. A diversão era sempre garantida.

NINJA 2 eleva essa lógica a extremos. Até o título nacional entrou na brincadeira, colocando um subtítulo dos mais clichês para uma continuação… A história dá sequência aos acontecimentos do primeiro filme, com Adkins reprisando seu personagem, Casey, que agora é casado com a filha do seu antigo mestre. Tudo vai bem com o casal até que… bem, ela é assassinada logo nos primeiros minutos de projeção. E… bem, Casey passa o resto do filme numa jornada de vingança atrás dos responsáveis pela morte da mulher. A trama é apenas isso. Precisa mais?

Obviamente um roteiro bem trabalhado, com alguma profundidade dramática, por menor que seja, e que consiga fugir dos clichês sem perder o foco, que é manter a adrenalina do espectador às alturas, é sempre muito bem-vindo. Mas às vezes é até melhor manter a simplicidade, fazer o feijão com o arroz e garantir a diversão. Parece que Florentine optou pela segunda opção, tendo em vista o fracasso que foi seu filme anterior, OPERAÇÃO SOFIA. A única pretensão de NINJA 2 é entregar cenas de luta arrasadoras para o público desfrutar. E Scott Adkins alinhado ao talento e olhar de Florentine na condução de determinadas cenas só poderia resultar em sequências espetaculares de pancadaria e ação. Coisa realmente fina para o cinema ocidental e que só encontra equivalente no oriente.

Estamos falando de dois sujeitos que entendem do assunto. Desde NINJA, Adkins vem se consagrando como o ator ocidental com os melhores movimentos de artes marciais da atualidade, disparado. Só lamento Hollywood ainda não ter dado uma chance de verdade para o cara protagonizar um filme de ação e ganhar mais visibilidade com o público. Em produções de baixo orçamento, no entanto, o cara reina soberano. Já o diretor Isaac Florentine dispensa apresentação. Basta conferir UNDISPUTED 2 e 3 para constatar porque eu o considero o melhor diretor de sequências de artes marciais do cinema realizado no ocidente. Portanto, em termos de ação e pancadaria acho que já está claro que NINJA 2 se garante.

Notei na época que o filme saiu que muita gente até considera este aqui superior ao primeiro. Se eu tivesse que escolher um dos dois, no entanto, fico com o anterior. Fazendo uma comparação, apesar de todos os elogios que faço a este aqui, NINJA me deixou uma impressão melhor e até como filme de Ninja é mais representativo. A história também era simples, mas um bocado mais elaborada e tinha um vilão interessante e nesses quesitos, NINJA 2 deixa a desejar. Mas isso não importa tanto, já que a pobreza do enredo é compensada com várias sequências de lutas de encher os olhos.

Gostou do conteúdo? Seja o nosso patrão! Yippee Ki Yay, Motherfucker!

Adicione um comentário

Deixe uma resposta