Dissecando FLORENTINE – Parte 7: SPECIAL FORCES (2003)

Uma jornalista americana é capturada e feita refém depois de tirar fotos de um massacre cometido por um sádico general e seu exército em uma pequena vila de algum país fictício do leste europeu. Os Estados Unidos decidem então enviar uma equipe altamente especializada em missões perigosas e secretas para resgatar a moça, liderada pelo Major Don Harding (Marshall Teague). E aí está a base do simples e prático mote de SPECIAL FORCES, mais um trabalho de Isaac Florentine!

É uma dessas produções patriotas que exaltam o heroísmo americano e blá blá blá, mas o que importa mesmo é que este filme representa dois fatos marcantes na carreira de seu diretor. O fato número um é que se trata do primeiro trabalho de Florentine em conjunto com o ator britânico Scott Adkins. A partir de SPECIAL FORCES, quase todos as obras seguintes de Florentine tem o Adkins no elenco. Adkins já era um baita talento no campo das artes marciais e, como ator, estava dando seus primeiros passos, já demonstrando carisma suficiente para se tornar o astro popular dos filmes de ação que é atualmente.

Sua participação por aqui é pequena, mas crucial. Rouba o filme para si toda vez que surge em cena e gostamos tanto do personagem que sempre ficamos com um gostinho de “quero mais”. O sujeito interpreta um soldado britânico que ajuda a equipe americana a resgatar a tal jornalista. Só que o cara é um verdadeiro ninja! Luta pra cacete, consegue acertar dois bandidos desavisados, com um chute em cada, mas no mesmo salto, sem tocar o chão. É de encher os olhos.

Aí chegamos ao fato marcante número dois na carreira de Florentine. A luta final protagonizada entre Scott Adkins e o capanga braço direito do sádico general representa o nível de qualidade mais alto do talento de Isaac Florentine como diretor de cenas de luta. A maneira como movimenta a câmera, escolhe os ângulos, a coreografia da luta, é de uma maestria que remete ao estilo old school de filmar pancadaria. Influência óbvia do cinema de Hong Kong.

É aqui que o Florentine foi alçado ao panteão do melhor diretor de pancadaria da atualidade no cinema ocidental. É a partir daqui que as sequências de luta ganham uma força descomunal em seus filmes seguintes, como NINJA e UNDISPUTED II e III. Obviamente, ter um ator que realmente sabe lutar ajuda um bocado, como é o caso do Adkins. Mas Florentine demonstra que amadureceu muito ao longo da carreira. O resultado em SPECIAL FORCES é fenomenal em comparação com o que é feito no cinema americano atual, geralmente com câmeras tremidas e cortes rápidos que não deixam o espectador enxergar um simples soco.

No fim das contas, SPECIAL FORCES não chega a ser dos melhores filmes de Florentine, que atingiria vôos mais altos nos já citados NINJA I e II e na série UNDISPUTED. Mas não decepciona como bom como passatempo, abusa de excelentes sequências de ação e, para os fãs mais fanáticos do homem, serve como marco em sua carreira.

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