Dissecando FLORENTINE – Parte 6: U.S. SEALS II (2001)

U.S. SEALS II é a parte do meio de uma trilogia que começa com U.S. SEALS (2000), de Yossi Wein, e termina com OPERAÇÃO TEMPESTADE (2002), de Franklin A. Vallette, mas cada filme é independente entre si. Ainda bem, porque o único que eu vi foi este aqui dirigido pelo grande Isaac Florentine.

Na trama, temos Damian Chapa (o sujeito que interpretou o Ken de carne e osso, na adaptação de STREET FIGHTER, com o Van Damme) como um membro da força especial do título que acaba voltando-se para o lado negro da força, sequestra uma cientista americana e, com uma quipe de mercenários, ocupa uma ilha abandonada de onde pretende ativar dois mísseis nucleares!!! O cara é mesmo do mal e exige um bilhão de dólares ou vai começar a mandar metade da América pelos ares!

Para que isso não aconteça, seu ex-parceiro (e agora inimigo mortal), Michael Worth, junta-se com um general (Marshall Teague) e forma um grupo de ex-combatentes truculentos para invadir a ilha, salvar a cientista, impedir o lançamento dos mísseis e liquidar ao máximo o número de bandidos!

Parece tentador, não é? Mas vamos com calma. U.S. SEALS II tem alguns problemas que exigem da paciência do espectador. Após uma boa sequência de ação no início, o filme entra num marasmo pra deixar a história tomar forma. É até legal ver um pequeno filme como este tomar tempo para desenvolver um enredo, algo característico de Florentine. Mesmo sem se importar o quão brega ele é, ou se os atores são péssimos, etc. Quando a ação recomeça lá pelas tantas, já na ilha invadida, é praticamente ininterrupta, com abundantes sequências de pancadaria. Sim, vale ressaltar que a ação é basicamente formada por cenas de luta, já que o roteiro teve a inteligência de lembrar que armas de fogo na ilha poderiam interferir em dois pequenos mísseis nucleares armados e prontos para utilização. Assim, todos os personagens e até o bandido mais descartável utilizam paus, correntes, facas, espadas samurais, os próprios punhos, para derrubar o adversário.

O problema é que a maioria dessas sequências de lutas não são lá grandes coisas, são bacaninhas, mas poderiam ser bem melhor e mais elaboradas, o que torna o filme um pouco cansativo e repetitivo, mesmo com tanta ação. Por outro lado, cria-se a ideia de que a ilha seja um verdadeiro campo de batalha de corpo a corpo e isso é muito legal! E culmina num confronto final entre Worth e Chapa, que é realmente caprichada e de arrebentar!

Outro problema de U.S. SEALS II (e desta vez não tem nada a ver com o orçamento) é o efeito sonoro dos movimentos cortando o ar. É óbvio que uma espada deslocada de um ponto ao outro no firmamento faz um som. Mas aqui, TODA vez que um personagem gira a cabeça, levanta um braço, mexe a porra de um dedo ou simplesmente pisca, ouvimos o som do ar cortando! Putz… que mania besta que o Florentine pegou de tanto fazer episódios e alguns longas dos POWER RANGERS. Mas U.S. SEALS II passa… É problemático, mas diverte.

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