VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA) | REVIEW

Um ônibus do sistema correcional do Texas é atacado durante uma transferência rotineira de presos, visando o resgate do criminoso de colarinho branco Howard e seus comparsas de fuga. Sob a orientação de Howard, os detentos foragidos invadem um shopping center, tomando funcionários e clientes como reféns. Enquanto esperam um helicóptero, que nunca chega, e enrolam o FBI com exigências falsas, Joe Ray, um dos criminosos, passa a desconfiar que Howard realmente tenha um esquema próprio de fuga que inclua a ele nem os outros. Com a tensão e o número de vítimas aumentando, o veterano de guerra e ex-policial Rudy decide se arriscar numa operação solitária para salvar os reféns e seu irmão, o tal criminoso Joe Ray.

VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA é uma fita de ação feita pro mercado de vídeo doméstico protagonizada por Mickey Rourke, durante a fase mais decadente de sua carreira. Depois de se consagrar como astro e galã dos anos 80 e trabalhar com alguns maiores nomes da indústria cinematográfica, Rourke quase pôs tudo a perder depois de tomar péssimas decisões em sua vida pessoal e profissional – como virar lutador de boxe, por exemplo.

O diretor Matt Early Beesley é o típico operário padrão de Hollywood, do tipo “se me pagarem, eu dirijo qualquer merda”. Entre os créditos de Beesley, estão inúmeras séries de TV, como MAcGYVER, REVENGE, MASTERS OF SEX e CSI. VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA é o seu trabalho de estréia.

O elenco de apoio conta com a presença de Paul Ben-Victor (DEMOLIDOR – O HOMEM SEM MEDO) como Howard, reeditando o papel de canalha traiçoeiro que ele já interpretou em outros filmes; Kevin Gage (das séries BANSHEE e FILHOS DA ANARQUIA), vive Joe Ray, um bandido charmoso com visual a lá Nicolas Cage; Michael Wright (o vilão de UM DIRETOR CONTRA TODOS) faz um assassino com ficha militar e uma trágica história de vida. Mas quem domina o elenco coadjuvante é o carismático e inimitável Danny Trejo. O papel do psicopata drogado e estuprador que ele interpreta é quase uma extensão do personagem que ele fez em CON AIR – A ROTA DA FUGA, só que ainda mais violento e surtado.

O principal problema de VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA está no porco trabalho de edição, chegando a gerar falhas de continuidade absurdas, e a direção de atores é péssima. O roteiro tenta pegar carona no sucesso de O PROFISSIONAL, o grande sucesso dirigido pelo francês Luc Besson em 1994, injetando lirismo e intimismo em algumas cenas, mas feito de uma maneira canastrona e desajeitada. A cena da morte de um personagem chega a copiar na cara-dura uma de O PROFISSIONAL. As únicas cenas dramáticas que funcionam são as que
Mickey Rourke e Kevin Gage contracenam. O sentimento de amizade e cumplicidade entre os dois convence e comove. Muito disso se deve principalmente pela interpretação de Rourke.

Obviamente, o ponto alto do filme são as movimentadas cenas de ação, com direito a muito sangue. Mickey Rourke, bombado como um estivador do cais do porto, traz sua experiência como boxeador profissional para o filme e convence como herói fodão. A dica para curtir VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA é desligar qualquer senso crítico e se divertir com um autentico “filme para macho”.

VINGANÇA À QUEIMA-ROUPA foi lançado pelo Works Editora, direto nas bancas de jornal, encartado junto com uma revista.

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